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domingo, 29 de julho de 2018

Noites no Porto

Os desenhos da noite no Porto são sempre uma surpresa, nascem quase sem luz, por vezes com algum álcool, outras vezes quase que nem se conseguem ver todas as formas mas não importa.
A aguarela gosta de água e o mar de pigmentos que se vai espalhando na folha vai criando atmosfera, o cenário perfeito para alguns detalhes a caneta darem corpo ao desenho. 
Acordar de manhã, deixar a luz entrar pela janela e ver um desenho nocturno da noite anterior é sempre uma surpresa positiva, fiquei fã! :D

sábado, 28 de julho de 2018

Guache

Encontrei a Maru Godas no Simpósio de Urban Sketchers no Porto, a proposta sobre guache surgia primeiro na mistura do branco e preto, depois com três cores, trabalhar a opacidade do material e o prazer de pintar como uma criança, sem grande preocupação de aproximação à realidade mas com a prioridade de experimentar e misturar cores, definir objectos e descontrair.
 No fim, pudemos escolher algumas cores e pintar um pouco a vista sobre o Centro de Congressos da Alfandega, claro que optei por alguns tons menos naturais e uma atmosfera entre o vinho e o barro quente de fim de tarde.

Tinta da China

Pintar com confiança com Johanna Krimmel.
Depois dos rabicos, traços com pincéis diferentes, traços nervosos, traços confiantes, efeitos e técnicas, ganha-se uma percepção de como desenhar com pincel e tinta da china é tão influenciado pelo espírito, mostra de forma ampliada aquilo que acredito que o desenho revela, as indecisões, os medos, os sonhos, as ideias... o espírito e o sentir revelado no papel, por mais que o pensamento e a técnica o oculte.

Depois de muitas linhas e efeitos com o pincel (nem vale a pena mostrar) passa-se para o controlo de cinzentos, de luz, sombra e profundidade. fiquei com a sensação de que a tinta da china é dez vezes mais sensível do que a aguarela. Os cinzentos são dificílimos de copiar ou controlar e já não me lembrava de como é difícil lavar o pincel de tinta da china. Representar cenas em sombra inconstante ou em profundidade também torna tudo mais difícil, claro que tive de começar por ai.
Com cuidado, talvez milagre, não sujei as mãos :D


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Porto II_II

A manhã começou com uma conversa sobre noticias no café do jardim, o pasteleiro tinha feito umas natas fabulosas, estava chocado a ver o jornal e quando mo emprestou, também o fiquei... mas o meu tempo não esticava, agradeci e acelerei para um dos meus lugares favoritos... um jardim romântico ...reservado, mas com empregadas simpáticas.



Depois de explorar alguns palácios antigos e ruas menos movimentadas com pérolas de edifícios esquecidos, parei alguns minutos para recordar a Casa da Música do Porto.


Há sempre uma esplanada por perto em dias de calor, ou um degrau para apontamentos rápidos, como na casa da Viscondessa de Santiago de Lobão... de portão fechado.


Rumo a Serralves, decidi teleportar-me rapidamente em vez de andar a fazer um raly de esplanadas e finos...
Serralves é mais uma pequena maravilha, não deu para desenhar muito, passei a maior parte do tempo a explorar coisas de génios, entre o exposto e o espaço que expõe. Os jardins estavam com um manto especial, o Sol ainda não descobrira e a atmosfera era despojada de pessoas ou palavras.
Queria desenhar a Casa de Chá mas ficou para quando estiver em flor... registei apenas rapidamente o roseiral...


Enquanto me envolvia em pensamentos, decidi rematar estes belíssimos dias com um desenho de reflexão, nos jardins da Casa de Serralves... onde as gaivotas se banhavam e os miúdos espreitavam o que eu estava a cozinhar...



Com tantos poemas visuais e linha vermelho/rosa confesso que às vezes é preciso desenjoar com alguns pretos... são desenhos abertos de sentir, atmosfera doce, ternurenta, entre a realidade e o sonho...

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Porto I_II

O POSK fazia um ano e mesmo a calhar, aproveitei o encontro no Porto, dia 17.
Tive a oportunidade de conhecer melhor o grupo de desenho do Porto e fiquei surpreendido.
Representando a zona norte, são poucos mas de grande simpatia e com grandes talentos,
até me surpreendi quando admiraram o meu caderno, porque na realidade os mestres são eles.
A manhã estava calma e a simpatia de algumas esplanadas levou-me a rabiscar antes do encontro.

Enquanto se preparava o arranque de mais uma etapa de desenho, falava-se de gruas e da pressão imobiliária, aos poucos fui apanhando o Skyline visto da Sé e as gruas la ficaram.

As escadinhas do Barredo eram vigiadas por gaivotas, uma delas veio logo ver o que estava a fazer, mas não ficou impressionada. Os turistas às vezes espreitavam e metiam conversa, aos poucos sugou-se quase o tempo todo.

Para acabar a manhã ainda apanhei mais um pouco das escadas e a família do André, o Tomás até fez uma pose campeão e esteve 5 minutos quieto.

À tarde fomos à procura de pontes e sombra, do lado de Vila Nova de Gaia, optei pela Ponte D. Maria Pia.


Depois das despedidas, ainda desenhei enquanto me esticava no jardim, ao fundo havia um pequeno concerto ao vivo.



sábado, 27 de maio de 2017

Porto é um rapaz descalço


Cada cidade é o corpo de alguém, cada bairro se encosta aos seus vizinhos, namora a paisagem por onde se debruça, respira um espírito local, uma melodia diferente pela manhã, abraça conversas diferentes ao fim do dia... Cada casa faz parte, reflexo de quem a usa, a habita e convive...