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sexta-feira, 21 de abril de 2017

Síntese

A realidade é complexa, cheia de detalhes, formas e cores, significados, ideias, memórias, ilusões... Apesar de gostar de me perder em texturas e detalhes, por vezes não há tempo, nem paciência, é preciso sintetizar. Em vez de me deliciar com a melodia da vegetação, as notas musicais da textura da pedra ou terra, o sabor da cor e as suas conjugações em atmosferas, é essencial encontrar o mínimo que defina a paisagem, saber onde parar...
Algo a repetir, até um desenho de uma hora se traduzir em dez minutos.

Breve passagem pelo Forte de São Vicente, Torres Vedras

domingo, 12 de março de 2017

Farol da Nazaré

Confesso que esperava um dia com menos vento, mas o tempo até não desiludiu, apesar de algum frio ao vento e calor a mais ao sol.
Esperava um grupo pequeno de desenhadores, mas o fim de semana acordou sorridente e algumas dezenas de sketchers e pintores resolveram aparecer.
Foi um encontro cheio de convívio, com uma grande diversidade de paisagens e objectos a desenhar, os trabalhos mais uma vez surpreenderam.
O meu bloco revelou-se mais uma vez inadequado para aguarela, por vezes como se estivesse a pintar em plástico, outras vezes com textura e detritos a mais, mas no fim, aprende-se sempre algo ;).

Ao abrigo do Forte S. Miguel Arcanjo, onde se situa o Farol da Nazaré.
 A pequena fortaleza vista da encosta de acesso.
 O Sítio da Nazaré,  desenho rápido com teste de tramas.
 O Santuário da Nazaré visto do largo lateral.
 O Sítio e Capela de Nossa Senhora da Nazaré.







  








terça-feira, 6 de setembro de 2016

Forte de São Vicente

A Norte de Torres Vedras ergue-se o Forte de São Vicente, construído em 1809 aquando as invasões Francesas. 
Nota-se a adaptação da estrutura militar ao terreno e possui nas suas extremidades excelentes pontos de vista sobre a zona envolvente. 
O interior está cheio de vazios e cheios, longas valas que rodeiam as muralhas, longos corredores entre abrigos de terra (Través) e pequenas construções cilíndricas que serviam de Paiol, além a pequena capela do séc. XII (no primeiro desenho).
...
North of Torres Vedras there's the Fort o Saint Vicent, built in 1809 during the French invasions.
Note the adjustment of military structures to the site and at it ends, the excellent views of the surrounding area.
The interior is full of empty and full, long ditches that surround the walls, long corridors between land shelters (Traverses) and small cylindrical buildings that served as Paiol, beyond the small chapel of the century. XII (the first drawing).


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

3º Encontro Oeste Sketchers - Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota

Num Domingo de Carnaval, depois de atravessar Torres Vedras às 8h, muitos foliões ainda deambulavam pelas ruas, alguns à procura da bifana, outros do transporte ou ainda de mais diversão, ainda havia fila nas discotecas à saída da cidade e num dos parques de estacionamento dançavam em cima de uma carrinha com a música no máximo.
Mas voltando ao titulo, foi um excelente encontro no Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, o Sol ainda nos brindou de manhã, a equipa do Centro foi muito simpática e o grupo esteve cheio de motivação para desenhar, muitos sketchers principiantes e muitas caras conhecidas.
Neste encontro optei por desenhos rápidos sem grande trabalho de cor, tínhamos direito a bloco com folha em fole para posterior exposição, devorei-o rapidamente e quando fomos visitar a primeira posição do exercito Português tive de usurpar um segundo bloco.
Faltam sempre alguns desenhos que gostava de ter feito no interior, estive bastante tempo nos jardins exteriores, muito agradáveis sempre que o vento acalmava ou o Sol despertava.
Foi um encontro muito positivo, cheio de troca de ideias e com muita gente sem medo de riscar.















quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Castelo Torres Vedras

Local privilegiado em termos defensivos, este castelo é na actualidade um jardim de ruínas e plantas cheio de valor histórico, religioso e paisagístico.
Deste lugar conheço centenas de enquadramentos e num domingo de sol resolvi experimentar registar alguns, num segundo dia tinha ideia de registar algumas vistas mas apenas desenhei uma, o lugar é bastante exposto ao vento e as mãos já gelavam.
Paisagens muito complexas não me parecem nada fáceis mas às vezes alguns elementos próximos e os limites do horizonte parecem ser quase suficientes...




Durante as invasões francesas, este castelo foi utilizado na primeira linha de defesa do sistema defensivo Linhas de Torres, possuiu 11 peças de artilharia e protegia a zona em conjunto com o Forte de São Vicente (a Norte) e o Reduto do Outeiro da Forca (a Este).

domingo, 19 de abril de 2015

Dia Internacional de Monumentos e Sítios / International Day of Monuments and Sites

Para marcar o Dia Internacional de Monumentos e Sítios, juntamos cabeças, canetas, pincéis e papeis no Castelo de Torres Vedras.
Intimamente ligado ao nascimento da cidade de Torres Vedras, este lugar é como um velho gigante cansado, em ruína e debruçado sobre o monte enquanto vigia o horizonte.
O dia foi do vento, sol, nuvens e uma pitada de chuva, o tempero foram os verdes da vegetação, os azuis emaranhados em branco do céu e os salpicos de vermelho das papoilas que marcam a primavera.
Lancei um exercício de síntese, três linhas, três distâncias, três planos e volumes pela cor, expliquei um pouco de como uso o detalhe e aos poucos nos dispersamos, alguns levados pelo vento, outros perdidos nas vistas.
Ao fim da tarde descemos pelo manto de casas velhas e lanchamos no Largo de Santo António para acabar o dia de barriga cheia com comida, desenhos e conversa.
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To mark the International Day of Monuments and Sites, we joined heads, pens, brushes and papers in the Castle of Torres Vedras.
Closely linked to the birth of the Torres Vedras city, this place is like an old tired giant, in ruin and leaned over the hill looking out to the horizon.
The day was from the wind, sun, clouds and a hint of rain, the spice were green vegetation, matted in white sky blue and splashes of red poppies that mark the spring.
I launched a synthesis exercise, three lines, three distances, three plans and volumes by color, explained my use of detail and gradually all scattered, some by the wind, others lost in the views.
In the evening we went down by the mantle of old houses and ate a snack in St. Anthony square to end the day with a full stomach of food, drawings and conversation.